Inventário

Um Guia Completo Para Lidar com a Herança e Evitar Conflitos Familiares

Lidar com a perda de um ente querido é um momento de profunda dor. Em meio ao luto, surgem questões práticas e burocráticas sobre o patrimônio deixado, e o inventário se torna um passo inevitável e, muitas vezes, complexo.

Nesse momento delicado, a figura do advogado é mais do que uma exigência da lei; é o profissional que trará segurança, orientará a família, mediará conflitos e garantirá que a partilha dos bens ocorra de forma justa e legal.

Este guia foi preparado para esclarecer as principais dúvidas sobre o processo de inventário e mostrar como a condução correta pode fazer toda a diferença para sua família.

O que é o Inventário e Por Que Ele é Obrigatório?

O inventário é o procedimento legal utilizado para apurar todos os bens, direitos e dívidas de uma pessoa falecida para, ao final, formalizar a transferência da herança aos seus herdeiros. Sem ele, os bens ficam bloqueados e não podem ser vendidos, transferidos ou gerenciados legalmente pelos sucessores.

É um processo indispensável para regularizar o patrimônio, seja ele composto por imóveis, veículos, dinheiro em conta ou investimentos.

Inventário em Cartório ou na Justiça? Qual o Caminho Para a Sua Família?

Existem duas formas de realizar o inventário, e a escolha depende da situação específica da família:

  • Inventário Extrajudicial (em Cartório): O Caminho Rápido e Consensual 
  • É a opção mais ágil e econômica, realizada diretamente em um cartório por meio de escritura pública. No entanto, só é possível quando todos os requisitos são preenchidos:
    • Todos os herdeiros devem ser maiores e capazes.
    • Deve haver total acordo (consenso) entre eles sobre a divisão dos bens.
    • O falecido não pode ter deixado testamento.
  • Mesmo sendo em cartório, a presença de um advogado é obrigatória para elaborar a minuta e assinar a escritura junto com as partes, garantindo a legalidade do ato.
  • Inventário Judicial: O Caminho Necessário para Casos Complexos 
  • O processo deverá ocorrer na justiça, com a supervisão de um juiz, sempre que houver:
    • Um testamento deixado pelo falecido.
    • Herdeiros menores de idade ou incapazes.
    • Qualquer tipo de conflito ou discordância entre os herdeiros sobre a partilha.

O Papel Estratégico do Advogado: Muito Além da Burocracia

A atuação de um advogado experiente vai muito além de simplesmente dar entrada no processo. Ele é a peça-chave para garantir que o inventário transcorra de forma eficiente e segura. Suas principais funções são:

  • Mediador de Conflitos: Talvez a função mais importante. O advogado atua para preservar não apenas o patrimônio, mas a harmonia familiar. Ele busca acordos justos, esclarece os direitos de cada um e evita que o inventário se arraste por anos em uma batalha judicial desgastante.
  • Organizador do Patrimônio: Realiza o levantamento completo de todos os bens (imóveis, carros, investimentos) e dívidas, orientando a família e garantindo que nada fique de fora.
  • Especialista em Impostos: Calcula corretamente o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), orienta sobre as melhores formas de pagamento e cumpre os prazos para evitar multas.
  • Garantidor da Legalidade: Cuida de toda a parte burocrática, desde a petição inicial até a obtenção das certidões e registros necessários, garantindo que a partilha seja formalizada corretamente e não gere problemas futuros.

Primeiros Passos e Prazos: O Que Fazer Agora?

A lei estabelece um prazo de 60 dias, a contar da data do falecimento, para dar entrada no processo de inventário. Perder esse prazo pode acarretar multas sobre o imposto a ser pago. Por isso, é fundamental agir com organização.

Os primeiros passos são:

  1. Reunir os documentos iniciais: Certidão de óbito, documentos pessoais do falecido e dos herdeiros, certidões de casamento, etc.
  2. Contratar um advogado de sua confiança para receber as primeiras orientações.

Custos do Inventário: Um Investimento Necessário

Os custos de um inventário envolvem principalmente:

  • Imposto (ITCMD): Principal custo, cuja alíquota varia de estado para estado.
  • Custas Judiciais ou do Cartório: Taxas cobradas pelo serviço do Judiciário ou do tabelionato.
  • Honorários Advocatícios: Definidos com base na complexidade do caso e no valor do patrimônio.
  • Outras Despesas: Taxas de registro de imóveis após a conclusão da partilha.

Uma Condução Humana para um Processo Delicado

Sabemos que este é um momento difícil. A escolha de um advogado experiente e sensível pode transformar um processo que parece complicado e doloroso em um procedimento organizado e tranquilo.

Nosso escritório é especializado em Direito das Sucessões e está preparado para conduzir o inventário da sua família com a técnica, a agilidade e o respeito que o momento exige, cuidando de toda a burocracia para que vocês possam focar no que realmente importa.

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